quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Informativo

Aos leitores do blog, saibam que serão dois cap. do livro "O Patriota" por dia beleza?
Se estão gostando compartilhem com seus amigos.

Capitulo 2

                        Capitulo 2
            O povo se revoltava mais a cada dia, pequenas reuniões começaram a se formar para discutir como seria o futuro da população, muitos já haviam sido mortos por manifestarem e Lucas Silveira havia sumido, todos acreditavam que ele estava morto.
            Um garoto se destacava nas reuniões, era sempre o que falava com mais confiança e bravura, dizia que não podíamos perder a esperança e que deveríamos continuar brigando por seus direitos, sendo mortos ou não. Seu nome era Alexandre Souza, tinha 17 anos e falava como um homem de 34, ele dizia que tinha um plano para colocar a população no controle, dizia que devíamos nos armar e fazer um grande ataque ao Palácio do Planalto e matar o atual presidente.
            Todos concordaram com a ideia dele, começaram a pesquisar sobre bombas poderosas caseiras, planejavam como iam chegar perto com um carregamento gigante de explosivos que eles estariam.
            Enfim eles chegaram a um acordo, o ataque seria dia 31 de dezembro, seria o melhor presente de natal que o Brasil já havia recebido.
            Foi descoberto que Lucas estava vivo e que estava sendo publicamente caçado pelas Forças Armadas e que onde quer que esteja não estaria seguro por muito tempo.
           
            O grande dia chegou, eles encheram uma van de bombas e dirigiram em direção a Brasília. A cidade era cercada por um muro, que curiosamente não demorou a ser erguido como acontecia em todas as outras obras no país. Eles mataram os guardas e começaram uma fuga da policia, eles iam em direção ao Palácio do Planalto. O plano era bem simples, o carro estava sendo teleguiado de uma base, tinha um boneco dentro e algumas armas preparadas pra disparar quando um comando fosse acionado, quando se aproximassem do alvo alguém atiraria neles, se atingisse a roda o carro bateria em algo e explodiria, a força da explosão seria capaz de destruir qualquer lugar a 700m de distância ou poderiam atingir o carro em si, que estava lotado de bombas que explodirão caso isso aconteça. Caso ninguém atirasse iriam se chocar com o lugar e explodi-lo por inteiro.
            Tudo correu bem, o tiro atingiu o pneu, o carro se chocou contra um poste e explodiu, atingindo todos os policiais e destruindo mais da metade do Palácio. O plano deu certo e com certeza o presidente foi morto, sem as pessoas que estavam lá dentro todo o sistema policial cairia, corte a cabeça e o corpo inteiro ira cair. O povo agora estava no comando e eles precisariam de um líder. Alexandre se apresentou e por ganhou invicto a presidência, depois de ter se anunciado como o desenvolvedor do ataque, todos começaram a amá-lo, ele poderia finalmente melhorar o país.
            Será mesmo?


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Capitulo 1

                                                       Capitulo 1


            “Sem Violência”, “Sem Violência”. O povo bradava nas ruas de São Paulo exigindo maior respeito e consideração da policia e do governo. Tudo começou no dia sete de junho de 2013, o dia em que o povo resolveu lutar pelos seus direitos, o dia em que o gigante acordou, este foi o dia em que a massa não-pensante percebeu que poderia mudar algo no país. Mas ficava aquela duvida tiquetaqueando na cabeça de todos como um irritante e desesperador relógio cuco “Não são só vinte centavos? Para que tanto alvoroço?”, mas a revolta não vinha daquilo, os vinte centavos foram somente o estopim de uma bomba que já estava se preparando para explodir a muito tempo.
            O líder das manifestações era um jovem de 26 anos chamado Lucas Silveira, um bom garoto, despretensioso e patriota, não acreditava na proporção que “sua” ideia havia tomado, pensava que a qualquer dia iria acordar em sua cama e descobrir que tudo havia sido um sonho e que o país ainda era o mesmo. Lucas estava no auge de sua faculdade, pela manhã cursava Engenharia e a noite Psicologia, estava no final dos dois cursos e por causa disso sabia muito bem como funcionava a mente humana, sabia como fazer uma pessoa acreditar no que dizia e como alterar as coisas ao seu favor.
            O tempo se passava e as manifestações continuaram, por todo o mês de julho, agosto, setembro, outubro e pelo resto do ano. O governo começou a se assustar, temiam uma grande revolução, aliás, maior do que já era. Afinal alguns prefeitos de cidades pequenas foram expulsos, não educadamente, alguns chegaram a ser hospitalizados, alguns chegaram a ser encaixotados e enterrados.
            O que aconteceu em 15/09/2013 foi memorável, infelizmente, o povo da pequena cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo, tomou uma atitude violenta, um grupo de pessoas incendiou a prefeitura e os poucos que conseguiram sair de dentro do prédio foram mortos depois, outras cidades seguiram esta ideia, todos os conflitos terminavam na morte dos assassinos e na tristeza que se abatia sobre a cidade.
            No dia 30 de setembro o Governo Federal divulgou a lei que foi chamada pelo povo de “Censura dos Inocentes”, era simples, quem incentivasse a ação que aconteceu em SJC seria condenado a 50 anos de prisão, que mais tarde foi alterado para 75 anos, depois prisão perpétua e por último virou morte por fuzilamento.
            O Brasil estava virando novamente uma ditadura, o que era dito não podia ser contrariado por ninguém, o governo mudou o lema oficial que era “País rico é país sem pobreza” para “Louvados sejam os realmente inocentes”, e foram instalados dois novos conjuntos de leis, o “Ordinem sine chaos” que era um conjunto de 121 regras para serem seguidas por todos os brasileiros que quisessem continuar vivos e o “Fatum ad innocens” que são as leis que regularizam algumas penas e torturas, tudo para silenciar a população.
            Ninguém entendia mais nada, aqueles que eram os organizadores das manifestações sumiam, provavelmente eram torturados e mortos, qualquer um que xingasse o governo ou apoiasse as revoltas nas redes sociais eram banidos e aqueles que se ameaçavam alguém de cargo alto da policia ou qualquer outro órgão federal era morto e seu nome era talhado em uma grande pedra que ficava no centro da cidade.
            O atual presidente era um tirano, ninguém o conhecia, poucos sabiam seu nome, muitos mal sabiam de sua existência. Dizem que ele era um homem famoso do governo e que já tinha feito coisas para o Brasil antigamente, mas ninguém sabia o que.